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Se eu estou infeliz no trabalho a culpa é minha ou do lugar?
Eu que sou incompetente ou a empresa que me deixa desestimulado a fazer um bom trabalho?

Se eu estou infeliz no trabalho a culpa é minha ou do lugar?
Eu que sou incompetente ou a empresa que me deixa desestimulado a fazer um bom trabalho?
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Rodrigo Baptista
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11:02
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Jerry Seinfeld não é apenas um comediante. É um cara que, a partir do humor, consegue enxergar as nuances comportamentais do ser humano. Tanto em seu seriado quanto em seus shows stand-up, ele demonstra conhecer bem o mundo em que vive. De forma inteligente, ele transforma a nossa hipocrisia, egoísmo, frustração e muitos outros aspectos em humor. Diz ele, em um de seus episódios, algo como: "O homem só joga a sua cueca fora no momento em que ela está completamente inutilizável, encardida e toda rasgada." Não foi exatamente isso, mas tudo bem. Pois acabei de voltar de uma sessão de defecagem no banheiro do trabalho e vi que é exatamente assim que a minha cueca se encontra. Jerry Seinfeld, um gênio.
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Rodrigo Baptista
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12:18
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Era o segundo dia do ano e eu estava a aterrisar novamente nas terras do nosso camarada Jorge Buche. Já por alguns meses eu importunava a patroa, falando incansavelmente desse novo brinquedo que prometia ser uma revolução no mundo do entretenimento eletrônico. Agora era a hora de ir atrás dele e, com isso, torrar todo o rico dinheiro que eu havia guardado com suor, trambiques e negociações ferrenhas. Meu objetivo era, ao quinto dia do mês, comprar o tão desejado aparelho, presenteando-me e me desejando feliz aniversário, em um ato de egocentrismo explícito. Então, após pentelhar os detentores dos automóveis mais próximos, fui eufórico para uma das lojas da principal (acho) rede de venda de jogos eletrônicos estadunidense: o GameStop.
Exemplo de loja da GameStop catado no Google.
Para mim, um mero cidadão de uma pseudo-maior-cidade-de-um-estado-do-sul-do-Brasil que mal topa com algum lugar que venda jogos eletrônicos, o GameStop era mais divertido que os brinquedos da Neverland (Jacko's), só que sem a pedofilia. Mas que beleza! Uma loja de médio porte recheada de títulos gamísticos, filmísticos e animesísticos. Dezenas de colecionáveis. Apetrechos para "envenenar" (ic!) o seu console. Fantástico. Para mim, só os jogos e aparelhos me interessavam, e era o bastante. Uma das prateleiras era reservada para ele, o meu objeto de desejo. O Nintendo Wii. De cima a baixo, jogos, controles, memory sticks e Wii Points. Ao lado, um televisor widescreen com uma demonstração não jogável estava ligado. E acima, uma caixa do console. Tremi na base, como diriam aqueles das gírias duvidáveis. Fui, em um inglês tímido e abrasileirado, pedir uma unidade para então me regozijar pelo resto do mês. O vendedor então me olhou com aquela cara de "Lamento, campeão. Você não conseguiu ser escalado para o time de futebol americano da nossa escola americana" e disse: "Foi mal, cara, mas tá em falta". Decepcionado, observei as prateleiras da loja assim como faz uma pobre criança marginal na frente de uma vitrine com o último modelo do tênis da hora. Fui para casa.
Os dias que se passaram foram semelhantes - no que diz respeito às tentativas frustradas de adquirir o Wii. As três semanas seguintes, para ser mais exato. Foram litros de combustível gastos, solas de calçados, energias e tudo o mais. Dezenas de lojas visitadas - BestBuy, Gamestop, Circuit City, Toys R Us, Sears, Wal Mart, Target e até a livraria Barnes & Noble - e nenhum Wii. Nenhum. E olha que foram duas cidades vasculhadas. Mas o que mais se ouvia era "Desculpa, mas está em falta", "A procura é muita", "Não temos previsão" e o quase inacreditável "A Flórida inteira está sem". Chegou uma hora em que eu, desesperado por ir embora sem o Wii, apelei: fui para o EBay.
Eu tinha como passatempo ir ilegalmente à faculdade com as minhas primas, e graças ao Wii deixei de ir alguns dias. E graças ao Ebay também. Para quem não sabe, grande parte dos produtos vendidos é por lance, diferentemente do nosso queridíssimo MercadoLivre, em que ao clicar em "comprar" o produto já é seu. No EBay, pelo menos nos produtos mais badalados, o que acontece é uma disputa digital acirradíssima, onde os lances são maiores a cada minuto. Passávamos boa parte do dia observando a quantidade escrota de Wiis sendo leiloados. Eram Wiis de todos os cantos da América (uma vez encontramos um que vinha da exótica Costa Rica). Os preços, obviamente, eram alguns dólares maiores que os normais, mas volta e meia encontrávamos um ou outro por U$270. Aí a alegria estava feita, pois faltavam apenas tres minutos para que os lances fossem encerrados. Quando víamos já estavamos na disputa. Trinta segundos e a felicidade seria nossa. Vinte e cinco segundos e o preço, que estava em 270 dólares, aumentava para caríssimos U$360, contrariando todas as leis da robótica (?). Já me via voltando para a minha terra apenas com a vontade de manejar o maravilhoso controle quase-fálico da Nintendo.
Hoje tá mais em conta. Ou não.
Pois um belo dia, taquei o foda-se e comprei. Sim, comprei um Wii no Ebay. U$375, se não me engano. "Foda-se a grana, vou torrar quase tudo só no Wii. Os jogos eu dou um jeito de comprar depois." Deu 5 minutos, contei para a minha prima, e a reação dela me fez me arrepender. "Seu tosco, etc.". No ato, deixei um recado para o feliz vendedor dizendo que não efetuaria a compra, e que aquilo tinha sido um ato impulsivo. Deixei o cara na mão, eu sei, mas naquela altura do campeonato eu já não me importava com isso. Recebi uma notificação do EBay de que teria a minha conta cancelada e mais um bocado de coisas que me fariam ficar levemente preocupado caso eu não estivesse quase saindo do país. Como eu não sou usuário constante do site - só fui durante Janeiro -, tanto faz se o meu nome está na lista negra deles.
Passadas estas emoções, voltei ao GameStop mais próximo. Os vendedores já deviam estar cansados de ouvir a mesma pergunta quase todos os dias. Eu já tinha comprado jogos usados de GameCube para compensar, além de um Ps2 para o meu primo (que joguei também, obviamente). Um tiozão que estava lá atendendo ainda não me conhecia e deixou escapar que no próximo domingo chegariam alguns poucos Wiis. Algumas pesquisas nos levaram a descobrir que uma loja maior - o BestBuy - receberia também no mesmo dia, porém seriam mais de cinquenta aparelhos. Já tinhamos o que fazer no dia.
No sábado que antecedeu o domingo (...), decidimos, para não perder a talvez última oportunidade de conseguir comprar, passar a noite em frente a loja. É. No lançamento do Playstation 2, lembro-me de ter visto em uma revista centenas de japoneses acampando do lado de fora para conseguir o seu aparelho. Na época achei loucura.
Fim da parte I - Provavelmente demorarei para postar a II.
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Rodrigo Baptista
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09:33
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A partir das instâncias perceptíveis, fica evidente que os pressupostos inválidos servem, em suma, para denegrir a imagem rebuscada do inter-locutor. Não obstante, a singularidade das congruências fica aquém do esperado, trazendo a tona toda a imparcialidade generalizada obtida. No caso, a socialização maniqueísta leva uma carga cultural ímpar e obscura, calcada nos conceitos neo-darwinianos da era interativa-digital. Junte isto ao introspecto uníssono e terá em mãos a miríade essencial da sociedade cosmopolita do século XVIII.
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Rodrigo Baptista
às
11:24
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Eis a descrição da comunidade "Odeio Publicitários" no Orkut:
"Publicitários afetados são a pior raça do Universo. Eles se acham os melhores seres do mundo e realmente pensam que são os donos da verdade. Tudo chega ao extremo do ridículo quando eles descobrem que podem formar opinião, porque 90% deles não sabe fazer isso direito. É por isso que o mundo de hoje é uma merda."
É. O Orkut não é lá a melhor referência para citações, mas de vez em quando surge algo aproveitável lá.
Infelizmente.
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Rodrigo Baptista
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07:51
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Eu gosto bastante da Rolling Stone. Não sou envolvido nem um pouco com música, mas acho uma leitura interessante.
Vejo, em várias matérias, uma linguagem imparcial, algo raro em qualquer meio jornalístico (embora volta e meia a parcialidade fica bastante evidente. Ou não, posso só estar falando um monte de merda sem saber.)
Mas a capa da edição do mês passado me intrigou. A princípio, me empolgou como a maioria das capas (Ver ícones da cultura pop na capa de uma revista que é um destes ícones me extasia. Sou o único?)
Uma breve pesquisa no Google me levou a uma Rolling Stone americana, cuja capa traz, assim como a edição de maio da brasileira, o nosso amigo Darth Vader. A diagramação é a mesma, os recursos gráficos os mesmos (vide bloco azul e chamada na parte superior).
Não estou reclamando ou criticando, nem desmerecendo a revista, até porque o momento para as matérias foi oportuno (30 anos de Star Wars). Mas bem que podiam dar uma caprichada a mais. Uma capa diferente, nem que fosse uma cor de fundo que não o branco, e até uma diagramação diferente. Eu vejo duas leituras: ou eles foram comodistas e pegaram "uma capa da revista americana que tenha algo sobre Star Wars" ou então foram sábios o suficiente para saber aproveitar uma capa bem produzida e com um apelo pop forte.

Não sei com qual alternativa ficar, mas pra comparação, ficam as capas da edição brasileira e americana com a nossa querida Gisele, que muitos acham sem sal, magricela, meia-boca, mas que eu acho uma coisa :)

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Rodrigo Baptista
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09:36
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Se você assistir a um show do Audioslave e prestar BEM atenção, você verá que existe uma pessoa que canta, uma que toca bateria, uma que toca baixo e por fim, uma que toca guitarra. São pessoas diferentes fazendo coisas diferentes, cada uma com a sua competência e todas com um objetivo em comum.
Agora me diz porque que na maldita faculdade (de publicidade) quem não gosta ou não faz um planejamento é visto como uma aberração e quem não cria ou gosta de criar sai ileso? Se o Joaquinzinho fizer um anúncio medíocre e esteticamente horroroso, tudo bem! Mas se Pedrinho vacilar em um ponto do planejamento, pedra nele!
E não me venham com esse papo de "mas o planejamento é essencial...". Eu sei que é, seu merda. Acha que não sei? Mas em uma banda o guitarrista toca GUITARRA, e não pandeiro. Sacou?
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Rodrigo Baptista
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07:27
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Há algum tempo atrás, escrevi algo como :"depois de 'Jogos Mortais', ninguém mais consegue criar um desfecho impressionante baseado em tensão e reviravoltas".
O último episódio da terceira temporada de LOST calou a minha boca.
Obrigado, LOST.
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Rodrigo Baptista
às
04:32
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O bacana anda pelas ruas da metropole. Ele eh jovem, descontraido, bem apessoado, antenado e deve ter sorte com as damas de sua idade. Cresceu no auge dos anos oitenta, em meio a programas antologicos como o de Chacrinha e Fofao. Assistiu com empolgacao os filmes "pipoca" da epoca: Os Caca-Fantasmas e De Volta Para o Futuro sao belos exemplos. Sua carga cultural eh rica, afinal os oitenta agora eh cult.
Hoje ele eh bem sucedido. Deve trabalhar com comunicacao, talvez Design. Algo ligado com entretenimento. Logo, ele deve comprar o novo Prisma, afinal a vida dele o levou ate o automovel. Todas as suas vivencias tinham um objetivo. O Super Mario que ele tanto jogou nao foi inutil. As playboys compradas nao tinham um objetivo puramente punhetistico. O novo Prisma o esperou ate esse momento. Tanta historia, tanto viver.
Tudo valeu a pena. Agora, o bacana pode parar na calcada, olhar para a rua e suspirar diante dessa maravilha criada especialmente para ele. Muito bonito.

Agora, vamos criar uma publicidade que nao seja generica? Todo mundo achou o maximo essa campanha, mas experimente colocar um celular no lugar do carro para ver o que acontece. Ou um iPod. Quem sabe uma HD-TV? Ai sim ficaria legal. Uma HD-TV cairia muito melhor do que o "meu primeiro grande carro". Essa peca ta forcada, ta tentando criar algo que, ao meu ver, nao ta colando. "Ah, vamos fazer a garotada de 25 anos comprar este carro!". Ate consigo imaginar o brainstorm sendo feito: "Grande ideia! Vamos colocar varios elementos da epoca em que eles cresceram, e ai fazer um link esdruxulo pra mostrar o produto!". E nessa semana, comecaram com a segunda fase da campanha, seguindo essa linha escrota: agora o bacana - dessa vez executivo - aparece vencendo desafios impressionantes da vida real em forma de videogame. Claro, eles querem fisgar a galera 8-bits. Nada mais eficaz que criar uma propaganda que mais parece aquela do tenis do Senninha.
Abra a Veja desta semana e veja o anuncio continuo da Brastemp. A mesma merda. Discurso generico que "mexe com as emocoes do consumidor" e que fica por isso, sem adicionar nada ao coitado. Rasgue um pedaco da ultima pagina do anuncio e coloque a logo da Unimed que fica melhor.
Mas como sou apenas um rato da publicidade joinvilense falando mal dos grandes profissionais de Sao Paulo, fica o link para quem quiser ter uma opiniao diferente, no caso do mais acessado blog publicitario do Brasil. Ou entao assista aos video xoxos abaixo:
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Rodrigo Baptista
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17:52
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E eu nunca havia visto publicidade agressiva assim no Brasil.
Imagino a repercussão. Será que rolou processo?
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Rodrigo Baptista
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07:34
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Lá se vai uma personalidade que habitou a infância e adolescência de milhares.
Vou estampar uma camisa em homenagem a Enéas. Assim que criar a estampa, disponibilizo aqui.
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Rodrigo Baptista
às
11:10
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Hoje, na primeira metade da manhã, tive a minha primeira rixa relevante com um Mac:
coloquei um dvd no drive e até agora não obtive resposta do computador. Ele está lá, travado a mais de uma hora, e não é possível ejetar. Não existe um botão físico para realizar a tarefa, apenas uma tecla que não surtiu efeito, além de um ícone que também não foi lá útil. Espero não ter estragado o belo iPod gigante no segundo dia de trabalho.
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Rodrigo Baptista
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06:31
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Em blogs, qualquer um pode se travestir de intelectual, se esconder atras de palavras pra mostrar o quao inteligente eh, mas tudo nao passa de egocentrismo e auto-afirmacao.
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Rodrigo Baptista
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09:46
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Na cena final, o cadaver que estava jogado no chao se levanta. Ele revela estar usando ferimentos artificiais, e caminha em direcao a porta, fechando-a e trancando dois homens desesperados. O filme acaba no momento em que a porta desliza em direcao a parede e a escuridao toma conta da sala. Este desfecho, do filme Jogos Mortais, foi o mais excitante e inesperado que ja presenciei nos cinemas. A qualidade do filme eh questionavel para muitos, talvez por nao possuir atores de primeiro escalao ou talvez pelo proprio genero do filme, que muitas vezes eh visto com preconceito. Mas independente destes fatores, Jogos Mortais me causou uma reacao nunca antes vista. Inconformado com o rumo que a historia tomou, fiquei alguns bons minutos tentando superar o inesperado. "Que genios doentios", devo ter pensado. Havia entrado na sala de cinema sem expectativa alguma sobre o filme. Mentira, eu esperava um belo lixo, visto que no cartaz lia-se "O melhor thriller desde SEVEN". Tenho por percepcao encarar negativamente argumentos apoiados em um referencial de sucesso. Qualquer livro que indique ser "O melhor desde Harry Potter" ja fica fora da minha lista. Mas tao logo havia comecado o filme e eu estava perplexo com tudo. Mas onde quero chegar?
Tudo isso foi pra mostrar que, com toda a sua "doentice", Jogos Mortais nao deixou um legado. Exatamente. Ou melhor, fez com que um possivel legado fosse exterminado.
Mas como assim?
Assisti a dois filmes neste feriado, ambos com Bruce Willis. A Estranha Perfeita, nos cinemas, e Xeque-Mate, em DVD. Tanto um quanto outro possuem desfechos inesperados, surpreendentes, arrebatadores. Ou nao. Foram finais bem pensados, milimetricamente roteirizados para levar o espectador para a esquerda e no fim o caminho era pra direita (Kansas City Shuffle, para quem pode assistir "Xeque-Mate"). Porem, apesar de todos os esforcos dos roteiristas, atores, equipe tecnica, diretor, etc., o resultado acaba por nao ser nada surpreendente. E eu consegui achar um culpado: Jogos Mortais.
Talvez os film-makers, querendo imortalizar o seu filme na mente dos espectadores, tentaram seguir a formula utilizada por James Wan. Mas o problema eh que ela ja foi utilizada. Nem as sequencias II e III de Saw conseguiram ter o impacto do I. Por fim, digo que Jogos Mortais consolidou uma tendencia, mas ao mesmo tempo a enterrou. E bem fundo.
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Rodrigo Baptista
às
09:02
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Hoje é o dia em que me aposento.
As 16:30, horário de Brasilia, deixo de ser redator publicitário. Para sempre. Por toda a eternidade.
Abdico de tal posto por alguns motivos: Enjoei de redação. Aliás, enjoei de fazer, mas não de apreciar a redação. Foram dois anos que serviram para eu descobrir que o meu negócio é outro. Vários trabalhos feitos, vários bons e diversos que só de lembrar os meus batimentos cardíacos diminuem. Não me arrependo, valeu a experiência, mas vou deixar a função pra quem tem o tesão. A cada job que chegava em minha mesa, a vontade era menor. Aquela incandescência redatorística já não existia mais em mim e isso me deixava mal. Ao mesmo tempo, foi nascendo em mim a chama da direção de arte. Logo, o mais sensato é unir os dois fatores e mudar. És lo que jo estoy haciendo (...). Assim eu faço o que teoricamente eu gosto e ainda deixo o meu lugarzinho para alguém que esteja disposto a dar o seu sangue pela arte do texto publicitário.
E a busca por um lugar no recanto da direção de arte começa.
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Rodrigo Baptista
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06:29
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